Maligno, de James Wan

James Wan tem inovado cada vez mais nas propostas de terror que apresenta ao público extenso que o acompanha. Em ‘Maligno’, trama original escrita por Ingrid Bisu e Akela Cooper com ele em auxilio, sua direção nos faz entender o quão primordial é uma boa e criativa condução é para deixar o espectador ligado em cada passo da história. Ali, conhecemos a enfermeira Madison Mitchell, papel da atriz britânica Annabelle Wallis. Uma mulher que está grávida e aparentemente vem enfrentando problemas em seu matrimônio. Prévio a adentrarmos o mundo de Madison, nos é mostrado cenas de um ser estranho e poderoso preso em um casarão a beira de um lago. Ali ele é mantido por um grupo de médicos e é tido como ‘’um câncer que precisa ser extirpado’’.

De volta aos dias atuais, as brigas de casal entre Madison e o marido, Derek (Jake Bell), esquentam e ela acaba perdendo a criança, após ele a empurrar contra a parede. O que Derek mal esperava era que o casal estivesse sendo vigiado e algo sobrenatural aparecesse e tirasse sua vida. Preocupada com a irmã, Sidney (Maddie Hasson), tenta a auxiliar nos dias difíceis, porém, mortes sinistras vem acontecendo na cidade e parecem estar conectadas ao passado de Madison quando esta estava em um instituto para órfãos e dizia ter um amigo chamado Gabriel.

Não demora e entendemos que realmente há um ser maligno rondando a vida de Madison e muitas das vezes em que ele ataca, ela tem um tipo de conexão inexplicável com ele e consegue ver seus passos macabros. Enquanto isso, a polícia está investigando os ocorridos e Sidney decide ir visitar o lugar que a irmã morou antes de entrar para a família. Por lá, descobre uma fita VHS que pode revelar exatamente quem é que está atrás da irmã adotiva e talvez o porquê.

James Wan volta as origens aqui e nos entrega um filmaço! Um que pode sim ser tido como ‘multigênero’. Aliás, a produção com um início duvidoso e um desenvolvimento espetacular entrega um plot ambicioso, daqueles que pode deixar o espectador abismado ou enraivecido com toda a coragem e bravura de Wan ao homenegear grandes cineastas e seus filmes. E citaria ai Tenebrae e Fenômeno (Dario Argento), Basket Case (Frank Henenlotte), Aos Olhos de Laura Mars (Irvin Kershner), Vestida para Matar (Brian De Palma) e A Metade Negra (George A. Romero).

O texto tem um tom tosco maravilhoso e se você perceber as dicas da direção (takes ao espelho, portas que não foram arrombadas, e até o nome verdadeiro da protagonista), saberá exatamente o que está se passando. Caso você não aproveite a diversão que Wan está propondo aqui é que será uma baita problemão e pode ser que você xingue muito no twitter depois da sessão.

A trilha sonora é assinada por Joseph Bishara e instaura o ritmo perfeito e toda a tensão necessária para criar suspense e botar medinho no público. A fotografia é insana de maravilhosa e poucas vezes você verá um filme com tanta cor em momentos assustadores, claro, demarcando as referências. Edição também entrega um bom trabalho e o filme não é cansativo.

O GRANDE EFEITO AQUI: o personagem maligno que vemos se locomovendo de forma estranha foi interpretado pela contorcionista e dançarina profissional Marina Mazepa.

Ficha Técnica

Título original e ano: Malignant, 2021. Direção: James Wan. Roteiro: James Wan, Ingrid Bisu e Akela Cooper. Elenco: Annabelle Wallis,Maddie Hasson, George Young, Michole Briana White, Jean Louisa Kelly, Susanna Thompson, Jake Abel, Jacqueline McKenzie, Christian Clemenson, Amir AboulEla. Nacionalidade: EUA. Gênero: Terror, Suspense. Trilha Sonora Original: Joseph Bishara. Fotografia: Michael Burgess. Edição: Kirk M. Morri. Direção de Arte: David Scott. Figurino: Lisa Norcia. Distribuição: Warner Bros Pictures Brasil. Duração: 01h51min.

O filme chegou aos cinemas em 09 de SETEMBRO e estreia esta sexta-feira (15) na HBOMAX.

Avaliação: Quatro gritos de horror (4/5).

SEE YA!

B-

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